Domingo, 26 de Julho de 2009

Todas as casas têm flores

Para as ornamentar!

Só que algumas picam, picam,

Muitas vezes até sangrar.

 

Por causa das picadelas

E que há dissabores!

Os jardins ficam murchos

E acabam-se os amores.

 

Uma casa sem flores,

É uma casa muito triste!

Por mais vontade que aja,

O amor nunca existe.

 

Vivam todos os jardins

E as flores de Portugal!

Se não fossem as flores,

Este país não seria igual.

publicado por barroseira às 16:32

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Mulheres de branco

 

As mulheres de branco

Há em todo o lado.

Tenho andado por aí,

Não as vi em nenhum lado?

 

Se são grandes monumentos

Ando muito distraído!

Deve ser da idade

Pena é, que não tragam guiso!

 

As mulheres de branco

Têm que se sentir lisonjeadas!

Por terem tantos admiradores,

E continuarem bem comportadas.

 

Os maridos estão descansados,

Pois sabem o que têm em casa.

Os olheiros, que se consolem com a vista?

Escusam de arrastar a asa.

 

publicado por barroseira às 10:06

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Para onde caminha o povo

 

O povo caminha

Não sabe para onde vai

Se a caminhada for grande

Vamos ver se não cai

 

Se chegar a cair

No meio deste pântano,

Não sabe o que o espera

Ter que voltar ao cântaro.

 

Dias difíceis

Nos esperam,

Porque os governos

Tudo nos comeram.

 

Estamos a voltar

Ao tempo dos nobres,

De tigela na mão

À sopa dos pobres.

 

A vida está difícil

E eu que o diga,

Com esta austeridade

E eu não perco a barriga?

 

Diziam os meus avós

Que a crise voltava outra vez!

Uma fatia de boroa,

E uma sardinha para três.

 

Era grande a confusão

Quando se repartia,

Ninguém queria a cabeça

Só o meio satisfazia.

 

A sopa dos pobres

Teve grande implantação,

Neste nosso Portugal.

E está de volta pois então!

 

O nível de vida

Que muitos adquiriram,

Sem condições para isso

Mas não admitiram

 

Em pleno século XXI

Com mais ricos nobres.

Será que não têm vergonha

De se voltar à sopa dos pobres?

 

publicado por barroseira às 15:37


(Promessas)

 

O povo está farto

De tanta maldição!

Prometeram-lhe um oásis

Só lhe deram desilusão!

 

Promessas e mais promessas

Só promessas, elas são?

Só sabem fazer promessas

Todos desta geração

 

Quando é que cumprem

As promessas já feitas?

Só se for no outro Mundo

Porque neste, já estão desfeitas

 

Não façam mais promessas

Porque já ninguém acredita!

O povo está se lixando

Para toda a comandita!

 

 

(Dias difíceis)

 

Vejo o povo revoltado

E muito desanimado

Não se deixem arrastar

Para lugar indesejado

 

Este país

À beira mar plantado

Vai passar um mau bocado

Pobre país desgovernado

 

Não vejo melhoras

Da crise Mundial

Que mais te espera

Meu pobre Portugal?

 

A luz ao fundo do túnel

Não se vê no da Gardunha!

Temos muito que percorrer

Isto não vai com uma cunha!

 

publicado por barroseira às 15:23


(Turista descontraído)

 

 A característica mais importante de ser turista

 Um turista parte para umas férias descontraídas, deixando todos os problemas fechados à chave. Alheando-se de tudo, até da família. Demonstra ser insensível a tudo o que o rodeia.

A autora do texto é crítica no que diz respeito às recordações que se compram em viagem, porque na maioria, são coisas inúteis.

 Ser turista é partir para vários lugares no Mundo e apreciar tudo o que há de interessante, fazendo desses dias uns verdadeiros dias de descanso mas também de enriquecimento dos conhecimentos. Abstendo-se de tudo o que não lhe interessa. “Como diz o texto, olha para tudo e vê tudo diferente”.Quando a narradora se refere a este turista, não sei se ela se revê nele. Mas o que é certo é que este turista durante aquele mês só se importa com coisas boas porque as más deixou-as cá.

 A aparência física do turista.

Era uma pessoa com uma boa aparência física, bem vestido, com a sua máquina fotográfica e um sorriso, que mostrava a sua boa disposição.

 As razões que levarão o turista a procurar coisas que nada tenham a ver com a realidade do país para onde viaja.

As razões foram passar um mês de férias longe de tudo esquecendo todos os problemas do dia-a-dia. Como só queria ver coisas agradáveis, esqueceu-se de tudo, ignorando até as coisas desagradáveis de outros países. Ele queria, era ver coisas diferentes das que tinha no seu país. Para ver coisas iguais não valia a pena.

Ficaram bem arrumados em gavetas e em ficheiros os seus problemas;

Quer dizer que os problemas que tem a nível profissional, com pagamentos a fornecedores e dívidas de clientes e outros, com certeza, familiares ficaram arrumados e bem fechados durante aquele mês. Tentou esquecer-se de tudo enquanto estava de férias.

Não a vê com os olhos de homem, mas de turista

Como não era sensível, fazia que não via a pobreza e a miséria em alguns locais por onde passava. Os olhos de turista vêm de outra maneira, porque não querem enfrentar a realidade.

Concluindo: ser turista não devia ser, alheamento das coisas. Nós não partimos para outro planeta, estamos na terra e temos que enfrentar a realidade. Por se estar de férias, não quer dizer que só temos que ver coisas boas. Porque é querer viver numa realidade que não existe, só existe no imaginário. Os reparos feitos às compras sem interesse, têm a sua razão de ser, mas é do que gostam, aquele tipo de turistas.

Nem todas as pessoas têm carro, por isso têm que andar de autocarro. Cingindo-se a horários, comendo e bebendo e andam de autocarro, não têm tempo para aventuras.

Este tipo de turistas, não são normais, devem ser de outro planeta!

 

 

 

publicado por barroseira às 15:17


 

O que uma simples carta – nos pode obrigar a uma determinada reflexão.

Ao ler a carta de José Saramago para sua avó Josefa, faz-me pensar como a vida é bela neste Mundo próprio, onde cada um o pode analisar à sua maneira.

A sua avó era uma mulher do campo, nascida e criada na sua aldeia. Sempre na labuta da terra e da vida de casa. Por ser essa a vida dela, não a tornava infeliz, pelo contrário, era nessa mesma vida que se sentia feliz. Apesar de não conhecer nada do Mundo, mas era feliz. Era na sua terra, que gostava de estar, «mesmo carregando toneladas de lenha e amassando alqueires de farinha de milho, criando bácoros, até na própria cama, para não morrerem gelados».

Não sabendo nada do Mundo, de política, economia, literatura, filosofia, nem de religião. Herdou umas centenas de palavras práticas, um verdadeiro vocabulário elementar. Foi com isto tudo que conseguiu viver.

É uma pessoa sensível a tudo o que a rodeia. Para ela não lhe diz nada, a palavra Vietname, ou Afeganistão, tornando-se apenas num som bárbaro.

O autor desta narrativa diz «vieste a este Mundo e não curaste de saber o que é o Mundo. Chegas ao fim da vida e o Mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste».

Porque foi que roubaram o Mundo a esta senhora? Quem lho roubou? Concertesa viveu melhor longe dos problemas do Mundo, que estando a par deles.

O narrador sente-se frustrado por não ter dado a devida atenção à sua avó, ensinando-lhe as palavras dele. A avó não sabendo nada do Mundo - desabafa estas palavras «O Mundo é tão bonito e eu tenho tanta pena de morrer» O Mundo era bonito para ela, porque foi neste Mundo dela que foi feliz.

Esta carta de José Saramago para a avó, demonstra que vale mais preocuparmo-nos com a nossa vida, do que com os problemas do Mundo, porque é assim que nos sentimos felizes. Como nos tornamos infelizes com os problemas dos outros, mais vale não se saber nada do Mundo.

Neste Mundo em que as pessoas só vêm números e pensam só em coisas grandes, esquecendo-se das pequenas e essas por vezes são mais importantes.

A avó de José Saramago, não se importou das suas origens, mesmo sendo humildes, mas não foi por isso que se sentiu infeliz.

Estes exemplos servem para abrir certas mentes, de pessoas cobardes, que não são capazes de dar a cara.

Esquecem-se depressa das suas origens, têm vergonha de ter nascido pobres, mas isso não é desprezo nenhum. Algumas pessoas que eu bem conheço, já não se lembram daquilo que foram e da miséria que passaram. Agora que são os novos-ricos, já pensam que são importantes, mas só o são, para quem lhe dá essa importância e pelo que eu vejo não são muitas pessoas. Vão morrer como os outros e por vezes ainda mais abandonados do que muitas das pessoas humildes.

Eu não tenho vergonha de dizer que sou filho de gente pobre e que a minha infância foi passada com muita miséria. Isso não me torna numa pessoa diferente das outras.

O povo nunca se engana e tem os seus ditados. Este que eu vou dizer adequa-se muito bem a certas pessoas de memória curta. Quem nunca teve nada, a (merda) sabe-lhe a marmelada.

Cuidado porque por vezes as grandezas dão em, separações fictícias, para não ficarem na miséria.

 

publicado por barroseira às 14:44

Sexta-feira, 03 de Julho de 2009

Eu como um cidadão tabuense, nascido e criado nesta linda vila de Tábua, depois de ultrapassar o cinquentenário, cada vez me sinto mais triste com os verdadeiros tabuenses.

Como é possível continuarmos a ser excluídos das principais organizações deste concelho? Será que é por não termos carisma político ó social, ou é porque se dá mais valor aos

pára-quedistas que aqui caiem? Será que neste concelho não há tabuenses com valor para ocuparem certos lugar de destaque neste concelho? Será que esses tabuenses alguma vez foram convidados para ocuparem certos lugares? Uma coisa é certa, têm capacidade para dirigir as suas empresas, também têm para dirigir os destinos do nosso concelho. Tabuenses não se deixem ultrapassar pelos pára-quedistas, porque apesar de serem uma tropa de elite, não nos podem meter medo. Assumam responsabilidades no nosso concelho, porque com a chegada de tantos intrusos, que não sabem nada do nosso património cultural, nem da vida quotidiana do nosso povo. Esses indivíduos contribuem para a descaracterização da nossa terra, porque não sabem nada das tradições, nem dos usos e costumes dos nossos antepassados. A minha experiência diz-me, que primeiro convidam-se os pára-quedistas e só depois se eles não aceitarem, é que se vai convidar os verdadeiros tabuenses. Chega de hipocrisia, porque se alguém que até é da cor, aceita um lugar oferecido por outra força política é considerado pessoa não grata. Mas esquecem-se que foram os da outra força política que me convidaram e não os da minha cor. Por acaso ainda ontem fui convidado para aceitar um lugar numa lista de uma força política que não é a minha. Eu não aceitei, mas foi por não ter disponibilidade, porque se tivesse aceitava. Se nós não temos valor para uns, temos que ter em atenção o convite dos outros. As pessoas que fazem certas e determinadas escolhas, é que deviam ter em atenção o valor das mesmas e não ser feitas escolhas só pelas pessoas serem amigas. Se os amigos escolhidos forem medíocres, mais mal servido fica o nosso concelho. Cuidado porque isto um dia pode virar! se vira eu quero ver o que é que muita gente vai fazer. Saudações tabuenses.

publicado por barroseira às 15:05